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Banco de Moçambique mantém Taxa MIMO em 9,25%

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O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a Taxa MIMO em 9,25%, segundo as taxas publicadas a 25 de Maio de 2026.

 A decisão mostra que o Banco Central continua a seguir uma política monetária cautelosa, acompanhando a evolução da inflação e procurando garantir a estabilidade do sistema financeiro nacional.

Além da manutenção da Taxa MIMO, o Banco de Moçambique manteve igualmente:

  • a Facilidade Permanente de Depósito (FPD) em 6,25%; e
  • a Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 12,25%.

O principal destaque do comunicado foi o aumento das Reservas Obrigatórias em moeda nacional, que passaram de 29,00% para 39,00%. Já as reservas obrigatórias em moeda estrangeira permaneceram em 29,50%.

Na prática, esta medida obriga os bancos comerciais a manter uma parte maior do dinheiro depositado pelos clientes junto ao Banco Central, reduzindo os recursos disponíveis para concessão de crédito na economia.

Com menos dinheiro disponível no sistema bancário, os bancos poderão adoptar uma postura mais cautelosa na concessão de empréstimos a empresas e particulares. Isso poderá tornar o acesso ao financiamento mais limitado em alguns sectores da economia.

Segundo analistas, o aumento das reservas obrigatórias mostra a intenção do Banco de Moçambique de retirar parte da liquidez em circulação no mercado, ajudando a controlar a inflação e a preservar a estabilidade financeira do país.

A manutenção da Taxa MIMO indica também que o Banco Central prefere continuar a acompanhar o comportamento da inflação, da taxa de câmbio e da actividade económica antes de avançar com novas alterações nas taxas de referência.

Nos últimos meses, o Banco de Moçambique tem reforçado medidas de prudência monetária, procurando equilibrar o controlo da inflação, a estabilidade do metical e o normal funcionamento do sistema bancário nacional.

Para empresas, investidores e consumidores, a decisão representa um sinal de estabilidade nas taxas de referência, embora o aumento das reservas obrigatórias possa influenciar o ritmo de concessão de crédito nos próximos meses.

 
 

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